Esquema usa crianças de Uganda e distribui criptomoedas por propaganda pró-Flávio; prática lembra caso Marçal

Esquema usa crianças de Uganda e distribui criptomoedas por propaganda pró-Flávio; prática lembra caso Marçal
Esquema usa crianças de Uganda e distribui criptomoedas por propaganda pró-Flávio; prática lembra caso Marçal

Site oferece tokens a usuários que divulgarem pedidos de votos a Flávio; esquema é parecido com os “concursos de cortes” que levaram à inelegibilidade de Pablo Marçal, hoje integrante da campanha do senador

Um esquema que usa vídeos de crianças de Uganda e oferece criptomoedas a usuários que divulgarem conteúdo pedindo voto em Flávio Bolsonaro (PL) levantou suspeitas de possível irregularidade eleitoral. Segundo reportagem de Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, o site Brasil 22 Token distribui tokens B22 para quem promover o projeto nas redes sociais. Para o advogado eleitoral Hélio Silveira, o mecanismo repete a lógica dos “concursos de cortes” de Pablo Marçal, que resultaram na inelegibilidade do empresário — hoje integrante da campanha presidencial de Flávio.

O projeto foi lançado na terça-feira (6) e anuncia um airdrop, modalidade de distribuição de criptomoedas. Para receber os tokens, o participante precisa ter B22, compartilhar o projeto nas redes sociais, enviar o link da publicação e informar uma carteira digital.

Ao mesmo tempo, o próprio site declara apoio eleitoral. Em uma seção intitulada “Nosso apoio ao voto 22”, o projeto defende o número usado por Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

A principal vitrine da iniciativa é o perfil hyperskidsafrica, no Instagram, que reúne 12,9 milhões de seguidores e divulga ações voltadas a crianças em Uganda.

Em um dos vídeos, crianças aparecem usando camisetas com a marca “B22 token” e cantando uma música que pede voto no número 22. A publicação já ultrapassou 1,2 milhão de visualizações e também menciona Nikolas Ferreira e Pablo Marçal.

Segundo o projeto, parte dos recursos seria destinada a iniciativas envolvendo as crianças em Uganda.

É justamente a oferta de uma vantagem econômica em troca de divulgação com conteúdo político-eleitoral que acende o alerta jurídico.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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