
Karina Gama, dona da Go Up, afirmou que, caso fosse presa, não teria informações para apresentar em uma eventual delação premiada
“Estou apavorada”. Foi assim que a produtora Karina Gama descreveu à coluna da Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, o estado em que se encontrava. Sua entrevista foi na véspera de ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares para a produção do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Dona da produtora Go Up, Karina afirmou que vinha se sentindo ameaçada e chantageada antes de os agentes federais cumprirem mandados de busca e apreensão em seus endereços nesta quinta-feira (10). Em um telefonema realizado um dia antes da operação, ela relatou ter recebido em casa pessoas que se apresentaram como oficiais de Justiça, mas, segundo ela, não apresentaram documentos que comprovassem a identidade ou a finalidade da visita.
De acordo com a produtora, o grupo tocou a campainha de sua residência por volta das 21h e fez perguntas. Familiares e fornecedores de empresas ligadas a ela também teriam sido abordados.
Karina disse que não entende por que estaria sendo pressionada e afirmou colaborar com os investigadores. “Quando a PF me pediu documentos, eu forneci imediatamente”, declarou.
Karina também relatou ter sido procurada por um pastor evangélico de Brasília que, segundo ela, teria ligação com setores da esquerda. De acordo com a produtora, o religioso ofereceu ajuda e sugeriu que ela buscasse um acordo de delação premiada para evitar eventuais punições mais severas.
Ela negou, porém, ter conhecimento sobre quem financiou o filme ou ter participado da captação de recursos para a produção.
“Eu nunca captei dinheiro para o filme, eu nunca lidei com financiadores. Eu não sei nada sobre isso. Eu prestei um serviço, de produzir o ‘Dark Horse’ e fui remunerada”, afirmou.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.