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A governadora do estado de Nova York, Kathy Hochul, afirmou nesta sexta-feira (2) que a mulher que denunciou um estupro coletivo na Universidade Cornell foi "abandonada" por autoridades que tinham a obrigação de protegê-la.
Hochul decidiu nomear a procuradora-geral do estado, Letitia James, como promotora especial para assumir o caso. Segundo a governadora, a decisão foi tomada depois que ela tomou conhecimento de "detalhes preocupantes" sobre a condução da investigação pelas autoridades dos EUA.
Entre eles está o fato de o promotor do condado ter encerrado o caso sem colher depoimentos da vítima ou outras pessoas envolvidas.
A governadora também criticou a polícia da universidade. Segundo ela, a jovem passou horas relatando o que havia acontecido, mas parte importante de seu relato não foi incluída no documento encaminhado aos promotores.
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, fala durante uma entrevista coletiva ao lado da procuradora-geral do estado, Letitia James. — Foto: Yuki Iwamura / AP
Hochul anunciou na última quinta-feira (1º) que Letitia James assumiria a investigação. A governadora afirmou que perdeu a confiança na capacidade do promotor distrital local de conduzir o caso.
O promotor do condado de Tompkins, Matthew Van Houten, foi retirado da investigação e declarou nesta sexta que apoia a decisão.
Van Houten também disse que ficou claro que a universidade não havia fornecido às autoridades todas as informações disponíveis.
📰 Fonte: g1.globo.com
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