EUA e Irã trocam ataques pela primeira vez em mais de um mês; entenda

EUA e Irã trocam ataques pela primeira vez em mais de um mês; entenda
EUA e Irã trocam ataques pela primeira vez em mais de um mês; entenda

Irã e Estados Unidos trocaram ataques pela primeira vez em mais de um mês na noite de domingo (30) para segunda-feira (31), em uma sequência de ações que ameaça reacender o conflito, após semanas de relativa calmaria militar.

O Irã lançou mísseis contra alvos militares dos EUA na Jordânia em retaliação a um ataque americano contra lançadores de foguetes iranianos que, segundo os Estados Unidos, estavam sendo preparados para lançar minas marítimas no Estreito de Ormuz — principal rota de navegação que se tornou o centro das tensões regionais e dos esforços diplomáticos.

Mais tarde, na manhã de segunda-feira, os Emirados Árabes Unidos informaram que haviam interceptado um drone que se aproximava do país vindo do Irã, sobre suas águas territoriais.

A troca de ataques ocorreu poucos dias depois de o presidente Donald Trump declarar que o Estreito de Ormuz estava livre de minas e representa uma ruptura com a recente mudança de foco de Washington para aumentar a pressão econômica sobre o Irã, em vez de realizar ações militares.

Seis meses após o início do conflito, Estados Unidos e Irã estão envolvidos em uma disputa pelo controle da hidrovia, fundamental para o fornecimento global de energia. Teerã afirma ter o direito de administrá-la, realizando ataques regulares contra embarcações, enquanto os Estados Unidos estão determinados a manter o tráfego marítimo funcionando, escoltando navios e mantendo um bloqueio militar aos portos iranianos.

O ataque americano de domingo teve como alvo dois lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak, onde os Estados Unidos observaram forças iranianas se preparando para lançar foguetes equipados com minas no estreito, afirmou o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA (CENTCOM).

As forças militares realizaram uma “ação limitada e precisa” contra as “forças de colocação de minas” do Irã, que representavam uma “ameaça iminente” na importante hidrovia, afirmou posteriormente o CENTCOM em uma publicação no X.

“O Irã criou a ameaça e as forças militares dos EUA a eliminaram para proteger marinheiros civis, o transporte comercial e o livre fluxo do comércio global.”


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

💬 Comentários (0)

Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.