
Presidente do PL contradisse a versão de Flávio Bolsonaro e admitiu que ele foi atrás do banqueiro para tentar obter mais dinheiro, mesmo sabendo de seus problemas com a Justiça
A tentativa de Valdemar Costa Neto de defender Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acabou produzindo o efeito contrário e abriu uma nova frente de desgaste para a pré-campanha presidencial do senador. Ao comentar a visita de Flávio ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o presidente do PL afirmou em entrevista à GloboNews, nesta segunda-feira (25), que o parlamentar foi ao encontro para “ver se conseguia o restante do dinheiro” para supostamente financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
A frase caiu como uma bomba porque contradiz a versão apresentada pelo próprio Flávio. O senador havia dito que procurou Vorcaro para “botar um ponto final nessa história”, tentando enquadrar o encontro como uma ruptura com o banqueiro após a crise do Banco Master. Valdemar, porém, descreveu outra cena: a de um pré-candidato à presidência visitando um banqueiro já investigado, em prisão domiciliar e com tornozeleira eletrônica, para tratar de dinheiro.
Desde a declaração de Valdemar, Flávio não apresentou uma resposta pública direta ao novo ponto da crise. O silêncio ampliou a leitura, entre adversários e até aliados, de que a fala do presidente do PL piorou uma situação que já era delicada para a campanha.
A oposição reagiu imediatamente. O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou que Valdemar confirmou a suspeita central do caso. “Valdemar CONFIRMOU que Flávio Bolsonaro foi visitar Vorcaro “para ver se conseguia o restante do dinheiro”. Depois se embananou todo porque não soube mais explicar: a verdade é que ERA PROPINA!”, disse.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, também explorou a contradição.
“Mais um sincericídio de Valdemar sobre Flávio Bolsonaro. E a história só piora”, afirmou. “Agora ele admite que Flávio Bolsonaro foi encontrar Vorcaro para cobrar dinheiro — e ainda diz que isso é “a coisa mais natural do mundo”.”
Boulos prosseguiu: “Natural? Um senador visitando um banqueiro recém-saído da prisão, de tornozeleira, para cobrar R$ 134 milhões? Primeiro negaram tudo. Depois veio a cobrança. Agora tentam normalizar o absurdo.”
📰 Fonte: revistaforum.com.br