
Deputado afirma que pré-candidato do PL à Presidência precisa esclarecer como os recursos foram usados na produção do filme "Dark Horse"
O pastor e deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) cobrou, durante entrevista a um podcast, uma explicação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Mário Frias (PL-SP) sobre o uso do dinheiro dado por Daniel Vorcaro, que está preso por fraude bancária, na produção de “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para o deputado, não há ilegalidade no investimento feito por Daniel Vorcaro, mas o fato de o montante ter ido para um fundo localizado nos Estados Unidos, sendo que a produção é brasileira, levanta suspeitas. Por isso, Flávio e Mário Frias deveriam cumprir a promessa e apresentar as planilhas com os gastos do longa-metragem:
“Não há ilegalidade […] o que pegou foi que o filme foi todo rodado no Brasil, a produtora está aqui no Brasil, mas o dinheiro, parece, foi para um fundo nos EUA, pra depois voltar pra cá. Estão lastreando o dinheiro, parece que tem compra de casa, então é uma coisa muito mal explicada. Por isso, o Flávio e o Mário Frias deveriam fazer aquilo que eles prometeram: abrir as contas e explicar para o povo. Eles disseram que não tinha problema nenhum em fazer isso […] nós estamos esperando isso acontecer.”
Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, voltou ao centro da apuração sobre a rede de empresas ligada à sua produtora após o Ministério Público de São Paulo apontar Alex Leandro Bispo dos Santos, sócio da Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., como integrante do PCC. A empresa foi subcontratada pelo Instituto Conhecer Brasil, entidade presidida por Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, produtora do longa bolsonarista.
Alex Leandro Bispo dos Santos está preso por feminicídio em São Paulo. A nova revelação amplia a pressão sobre o entorno de Dark Horse, que já aparece em apurações envolvendo contratos públicos, movimentação de recursos, suspeitas de lavagem de dinheiro e a produtora responsável pela cinebiografia de Bolsonaro.
O Instituto Conhecer Brasil firmou parceria com a Prefeitura de São Paulo no programa WiFi Livre SP, voltado à implantação de pontos de internet pública em comunidades da capital. A página oficial de convênios da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia registra termo de colaboração com o Instituto Conhecer Brasil no âmbito do programa.
A Favela Conectada, empresa de Alex Leandro Bispo dos Santos, foi subcontratada pelo Instituto Conhecer Brasil para atuar no projeto de wi-fi em favelas de São Paulo. O acordo previa até R$ 12 milhões para a implantação de 2.000 pontos de internet nas zonas oeste e sul da capital paulista.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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