FENAJ e Abraji defendem jornalista Maria Cristina Fernandes após ataques por apuração sobre Nossa Senhora

FENAJ e Abraji defendem jornalista Maria Cristina Fernandes após ataques por apuração sobre Nossa Senhora
FENAJ e Abraji defendem jornalista Maria Cristina Fernandes após ataques por apuração sobre Nossa Senhora

Entidades denunciam tentativa de intimidação contra jornalista após repercussão de comentário sobre disputa religiosa e política envolvendo a padroeira do Brasil

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgaram, nesta segunda-feira (28), notas de solidariedade à jornalista Maria Cristina Fernandes após a repercussão de uma análise sua sobre manifestações de setores da Igreja Católica relacionadas ao cenário político e eleitoral brasileiro.

As entidades repudiaram os ataques direcionados à jornalista nas redes sociais e defenderam que críticas ao trabalho jornalístico devem ocorrer por meio do debate público, da apresentação de informações e do direito de resposta, e não por meio de tentativas de descredibilização profissional.

A polêmica teve início após Maria Cristina Fernandes comentar a existência de preocupações, entre setores da Igreja Católica, relacionadas a um debate envolvendo grupos evangélicos que defendem mudanças na forma como Nossa Senhora Aparecida é tratada como padroeira do Brasil. A repercussão do tema acabou sendo associada nas redes sociais ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que se declara evangélico e mantém proximidade notória com tais grupos que querem “rebaixar” a santa católica.

Na nota divulgada pela Comissão de Mulheres Jornalistas da FENAJ, a entidade afirmou que Maria Cristina Fernandes passou a ser alvo de ataques e acusações de disseminação de “fake news” após publicar análise sobre manifestações de setores da Igreja Católica relacionadas ao cenário político brasileiro.

“A FENAJ reafirma que o exercício do Jornalismo pressupõe liberdade para informar, analisar e interpretar fatos de interesse público, sempre sob os princípios da responsabilidade profissional e da apuração”, afirmou a entidade.

A federação também destacou a necessidade de combater a violência e o assédio contra mulheres jornalistas, especialmente no ambiente digital.

A Abraji, por sua vez, afirmou que se solidariza com Maria Cristina Fernandes e classificou como inadmissíveis tentativas de intimidação, constrangimento ou descredibilização de jornalistas em razão do exercício profissional.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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