
Após encontro com ministro da Justiça de El Salvador, senador propõe criar 500 mil vagas em presídios ignorando violações documentadas no país de Bukele. Em paralelo, apoia proposta que enfraquece acordos coletivos e reduz salários e benefícios proporcionalmente às horas trabalhadas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) se reuniu com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, na manhã deste domingo (30), em São Paulo para discutir o combate à criminalidade, e declarou em seguida que o Brasil “tem pouco preso” e precisa “prender mais”.
Na entrevista, após o encontro, Flávio Bolsonaro defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), protocolada por Rogério Marinho (PL-RN), seu coordenador de campanha, que cria jornada flexível remunerada por hora e permite que contratos individuais se sobreponham a acordos coletivos, numa ofensiva direta à PEC que prevê o fim da escala 6×1 no Senado, que está na pauta do Senado.
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Flávio Bolsonaro se reuniu com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, para discutir experiências de combate à criminalidade. O encontro, que contou com a presença do senador Sérgio Moro (PL) e dos candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), ambos por São Paulo, serviu de plataforma para o senador anunciar sua visão de segurança pública para o Brasil.
Em entrevista após o encontro, Flávio foi direto: “Tem pouco preso no Brasil, tinha que ser mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Por isso, vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios pra que ladrão de celular que comece com pena de no mínimo 8 anos de cadeia fique preso, não apenas seja preso”.
A declaração ignora um dado inconveniente: a população carcerária brasileira já é a terceira maior do mundo, com cerca de 965 mil pessoas presas, atrás apenas de Estados Unidos e China, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O custo da expansão prisional proposta pelo senador foi estimado por ele mesmo entre R$ 35 bilhões e R$ 40 bilhões em quatro anos. Questionado sobre como abriria espaço no orçamento, Flávio mencionou cortes de despesas sem especificá-los e apostou em receitas futuras da exploração de petróleo na Margem Equatorial. Nenhum dos dois caminhos foi detalhado com números ou cronograma.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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