Flávio diz que indicará ao STF quem não “usar caneta para injustiça”

Flávio diz que indicará ao STF quem não “usar caneta para injustiça”
Flávio diz que indicará ao STF quem não “usar caneta para injustiça”

O candidato à Presidência da República pelo PL (Partido Liberal), Flávio Bolsonaro, comentou o perfil desejado para a indicação de futuros ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) caso eleito.

Em entrevista à Record TV neste domingo (30), o senador falou de homens e mulheres comprometidos em serem contra tópicos como o aborto e drogas, além do que ele classificou como "não usar a caneta para injustiça".

"Vou indicar homens e mulheres que sejam comprometidos em serem contra o aborto, em serem contra as drogas e que não usem a caneta para fazer injustiça com ninguém", declarou.

O próximo presidente eleito poderá indicar até quatro nomes à Suprema Corte durante o mandato, com as aposentadorias de Luiz Fux (2028), Cármen Lúcia (2029) e Gilmar Mendes (2030). Além da vaga atual com a saída de Luís Roberto Barroso, ainda não preenchida, caso não seja feita até o fim do ano.

Ao ser questionado sobre algumas ideias de nomes para o STF, Flávio preferiu reduzir ao perfil de pessoas que sejam "de verdade patriotas" e que "pensem em trazer segurança jurídica de volta", em crítica à credibilidade do Supremo.

"Se eu indico o nome agora, já começa a tomar uma saraivada de matérias do jornal sem parar. Mas o perfil vai ser esse: homens e mulheres que sejam de verdade patriotas e que pensem em trazer segurança jurídica de volta e resgatar a credibilidade do Supremo”, completou.

O candidato também aproveitou o contexto para criticar a postura da Corte durante o julgamento dos réus do 8 de Janeiro, incluindo o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, a decisão teria sido uma "grande farsa" e que o pai foi julgado por "inimigos", ao se referir aos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

"Ele foi julgado pelo Flávio Dino, por exemplo, que é um inimigo declarado dele, disse que o 'Bolsonaro é um demônio na terra'. Ele foi julgado pelo Zanin, que até ontem era advogado do Lula, e pelo Alexandre de Moraes, que todo mundo sabe que é um inimigo declarado de Bolsonaro. Então foi uma grande farsa a que não apenas o presidente Bolsonaro foi submetido, mas todos esses do 8 de Janeiro", completou.


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

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