Governo ainda busca convencer EUA de que tarifaço 'não tem sentido', diz Alckmin

Governo ainda busca convencer EUA de que tarifaço 'não tem sentido', diz Alckmin
Governo ainda busca convencer EUA de que tarifaço 'não tem sentido', diz Alckmin

Geraldo Alckmin participou da inauguração do Instituto Federal em Bauru — Foto: Gabriel Pelosi/ TV TEM

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta sexta-feira (3) que o governo brasileiro ainda tenta negociar com os Estados Unidos as tarifas impostas aos produtos do país, o chamado tarifaço, que impõe tarifas de até 25% das exportações brasileiras.

Durante agenda em Bauru (SP), Alckmin disse que o ministro da Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa teve uma conversa com o representante do comércio dos EUA, Jamieson Greer, do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos ) sobre o tarifaço e que o governo brasileiro trabalha para convencer os EUA que não há necessidade para essa taxação.

O vice-presidente também citou os produtos que o Brasil importa dos EUA que não são tarifados e a balança comercial positiva entre os dois países.

“Dos 10 produtos que os Estados Unidos mais exportam para nós, 8%, a tarifa é 0%. Chama X-Tarify, ou seja, tem não tem tarifa. E os Estados Unidos têm déficit na balança comercial com a maioria dos países do mundo. Se você pegar o G20, eles só têm superávit com três, Brasil, Reino Unido e Austrália. Eles têm superávit na balança comercial com os outros. Não há razão para isso. Prejudica o próprio povo americano também porque torna os produtos mais caros lá também.”

Alckmin cumpriu agenda em Bauru durante a manhã desta sexta-feira (3) e participou da inauguração do Instituto Federal na cidade. De Bauru, ele segue para região noroeste do estado.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia se manifestado nesta quinta-feira (2) sobre a tarifa de 25% dos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Lula afirmou que o Brasil "não está à venda" e criticou o pedido feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos para que seja adiada para depois das eleições de outubro.


📰 Fonte: g1.globo.com

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