/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/X/6/40U3mwS66fcDrfrKZdiA/0704-bdbr-espiao.01-frame-1058.jpeg)
Da esquerda para a direita: Sergey Cherkasov, Artem Shmryev e Mikahil Mikushin. Os três, segundo investigações, eram espiões russos que usaram documentos brasileiros como parte de seus disfarces — Foto: Redes sociais / Reprodução
O Brasil decidiu expulsar do país Sergey Vladimirovich Cherkasov — um suposto espião russo que está preso em Brasília desde 2022 — e enviá-lo de volta à Rússia, segundo decisão publicada na segunda-feira (6/7) no Diário Oficial da União.
A medida, contudo, só será cumprida após o fim da pena à qual ele foi condenado no Brasil ou mediante liberação pelo Poder Judiciário. Ainda não há previsão sobre quando a decisão será executada.
A suspeita de que o Brasil estava sendo usado como uma espécie de "berçário" de espiões russos voltou à tona no ano passado após a publicação de uma reportagem do jornal norte-americano The New York Times.
Segundo o jornal, uma investigação liderada pela Polícia Federal brasileira identificou pelo menos nove supostos espiões russos que usaram documentos brasileiros como parte dos seus disfarces. A informação foi confirmada na época pela BBC News Brasil.
Parte deste caso foi revelado pela BBC News Brasil em reportagens entre os anos de 2022 e 2024.
Com base em documentos e depoimentos colhidos ao longo de meses, a BBC News Brasil revelou, por exemplo, como a Rússia orquestrou uma operação diplomática para tentar retirar um dos seus supostos espiões da prisão e levá-lo de volta ao seu país natal.
Fontes ligadas à investigação disseram à BBC News Brasil que, dos nove supostos espiões russos identificados até o ano passado, apenas um continua em solo brasileiro: Sergey Cherkasov. E foi com ele que essa intrincada rede de disfarces veio à tona e começou a ruir.
📰 Fonte: g1.globo.com
Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.