Governo Lula rebate tarifaço de Trump em 10 pontos

Governo Lula rebate tarifaço de Trump em 10 pontos
Governo Lula rebate tarifaço de Trump em 10 pontos

Resposta cita superávit americano de US$ 424,5 bilhões, defende o Pix e anuncia reação na OMC

O governo Lula apresentou uma resposta em dez pontos às alegações usadas pelo governo de Donald Trump para impor uma tarifa adicional de 25% sobre a maior parte dos produtos brasileiros. A medida foi anunciada pelos Estados Unidos na quarta-feira (15) e começa a valer em 22 de julho, com exceções para itens como carne bovina, suco de laranja, aeronaves e produtos de energia.

Em documento divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil contestou acusações relacionadas a desmatamento, Pix, comércio digital, corrupção, propriedade intelectual, etanol e tarifas comerciais.

O governo brasileiro afirma que manteve mais de 30 reuniões com representantes dos Estados Unidos desde julho de 2025. Também cita dados do próprio governo americano segundo os quais os EUA acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos.

A resposta ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluir uma investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. A Fórum mostrou que o governo Lula acionou a Lei de Reciprocidade e anunciou que levará o caso novamente à Organização Mundial do Comércio (OMC).

O USTR afirma que a tarifa de 25% será aplicada à maior parte das importações procedentes do Brasil. A lista de exceções inclui materiais informativos, doações, bagagens acompanhadas, produtos já submetidos às tarifas da Seção 232 e mercadorias consideradas essenciais para a economia americana.

Também ficaram fora da sobretaxa produtos como carne bovina, suco de laranja, aeronaves, peças de aviões e itens de energia. Segundo o governo Trump, a medida busca pressionar o Brasil a alterar políticas que Washington classifica como prejudiciais a empresas e trabalhadores americanos.

O governo brasileiro rejeita esse enquadramento e afirma que as alegações não justificam uma sanção comercial unilateral. Além da contestação na OMC, o Palácio do Planalto poderá adotar contramedidas contra produtos, serviços ou direitos de propriedade intelectual dos Estados Unidos com base na Lei de Reciprocidade.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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