Propagada dos refrigerantes Dolly. — Foto: Reprodução/Facebook
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) protocolaram nesta semana um pedido de falência das empresas que compõem o Grupo Dolly.
Segundo os órgãos, a dívida ativa da companhia com a União, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o estado de São Paulo soma R$ 15,7 bilhões.
Na manifestação à Justiça, a PGFN e a PGE-SP argumentam que a dívida se arrasta há mais de 25 anos. Além disso, sustentam que o passivo não decorre apenas de dificuldades financeiras, mas de uma estratégia deliberada de “blindagem patrimonial”.
Procurada pelo g1, a empresa não se manifestou até a última atualização desta reportagem.
As procuradorias também declaram que o Grupo Dolly permaneceu em recuperação judicial por quase oito anos sem quitar os débitos fiscais.
Segundo os órgãos, o processo teria sido usado para desfazer medidas de cobrança e “criar novas estruturas de blindagem patrimonial e planejamento tributário”.
O pedido de falência foi apresentado com base em portarias editadas após um entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na prática, a decisão equiparou as fazendas públicas a credores privados para pedir a falência de devedores em casos complexos e de longa duração.
📰 Fonte: g1.globo.com
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