Guia busca combater gado de pecuária ilegal em terras indígenas

Guia busca combater gado de pecuária ilegal em terras indígenas
Guia busca combater gado de pecuária ilegal em terras indígenas

Um novo guia pretende ajudar empresas da cadeia da carne bovina a identificar e prevenir a compra de gado associado à pecuária ilegal em terras indígenas na Amazônia Legal. Desenvolvido pelo Programa Boi na Linha, iniciativa do Imaflora em parceria com o Ministério Público Federal, o material reúne orientações para empresas aprimorarem processos de monitoramento, rastreabilidade e devida diligência.

Esta é a primeira edição do Guia de Gestão de Risco de Pecuária Ilegal em Terras Indígenas na Amazônia Legal. A proposta do documento é transformar uma preocupação socioambiental em procedimentos que possam ser incorporados à rotina de empresas que compram, comercializam ou financiam a produção de carne.

Segundo Maurício Forlani, coordenador de Projetos do Imaflora, a iniciativa surgiu a partir da experiência acumulada pelo Boi na Linha desde 2019, especialmente no monitoramento socioambiental da pecuária na Amazônia.

“A ideia do Guia nasce justamente para ajudar empresas, investidores e outros atores da cadeia da pecuária a identificar, prevenir e mitigar os riscos de pecuária ilegal em terras indígenas na Amazônia”, diz,

O material não pretende substituir os protocolos de monitoramento já utilizados pelo setor. A ideia é funcionar como uma ferramenta complementar de boas práticas, que possa ser incorporada aos processos internos das empresas.

Maior desafio está nos fornecedores indiretos

Um dos principais pontos identificados durante a elaboração do guia é a dificuldade de controlar os fornecedores indiretos — aqueles que participam da cadeia antes de o gado chegar diretamente ao frigorífico.

O problema está relacionado à chamada triangulação ou movimentação do gado entre propriedades. Sem informações suficientes sobre a origem dos animais, aumenta a dificuldade de identificar se a produção esteve associada a áreas com irregularidades.


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

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