Histórico: Lula sanciona criação da primeira Universidade Federal Indígena do país

Histórico: Lula sanciona criação da primeira Universidade Federal Indígena do país
Histórico: Lula sanciona criação da primeira Universidade Federal Indígena do país

Com sede na antiga Universidade dos Correios, em Brasília, a UNIND vai atender até 2.800 estudantes e nasce como instrumento de reparação histórica e reconhecimento dos saberes ancestrais dos povos originários

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na quinta-feira (28), o Projeto de Lei nº 6.132/2025, que cria a Universidade Federal Indígena (UNIND), primeira instituição federal do tipo no Brasil. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto com a presença de lideranças indígenas, parlamentares e ministros, e oficializou uma demanda histórica do movimento indígena por reconhecimento educacional e epistemológico.

A nova universidade terá sede em Brasília e capacidade para receber até 2.800 alunos, com um corpo docente de 366 pessoas. O ato é apresentado pelo governo como marco de reparação a séculos de segregação imposta aos povos originários.

Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, o presidente Lula assinou o PL 6.132/2025 e transformou em lei a criação da Universidade Federal Indígena. A sanção encerra um ciclo legislativo que teve aprovação concluída pelo Congresso Nacional no início de maio e consolida, no plano jurídico, a existência de uma instituição federal desenhada especificamente para os povos originários.

A sede da UNIND será instalada na antiga Universidade dos Correios, em Brasília. A estrutura prevista comporta 2.800 alunos e um corpo docente de 366 pessoas. Lula, na cerimônia, pediu agilidade na preparação do espaço físico e sinalizou que pretende realizar uma celebração com os primeiros alunos ingressantes no menor prazo possível. O projeto é de autoria do próprio governo federal, o que torna a sanção também um gesto de afirmação da agenda indigenista da atual gestão.

Para o ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena, a sanção representa “o ápice de uma trajetória de resistência” e um “grande legado deixado pelo presidente na história deste país”.

Terena, que percorreu o caminho da aldeia à universidade há 20 anos como bolsista do Prouni, situou a UNIND como a materialização de uma estratégia das lideranças ancestrais: a de “doutorar seus filhos, ocupando as universidades, e assim travar a luta por direitos”. Para o ministro, a instituição é também o “aldeamento” da universidade ocidental, ou seja, a inversão de uma lógica que sempre colocou o conhecimento acadêmico como superior à sabedoria tradicional.

“Será o local propício para a produção de conhecimento, que irá resultar na defesa dos direitos indígenas, no constante aperfeiçoamento da política pública para os povos indígenas e na consolidação da autoridade epistemológica indígena”, afirmou Terena.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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