Inadimplência no agro sobe para 8,8%, maior patamar da série histórica

Inadimplência no agro sobe para 8,8%, maior patamar da série histórica
Inadimplência no agro sobe para 8,8%, maior patamar da série histórica

A inadimplência entre produtores rurais brasileiros atingiu 8,8% no primeiro trimestre de 2026, o maior patamar da série divulgada pela Serasa Experian. O índice representa um aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado e de 0,6 ponto percentual na comparação com o quarto trimestre de 2025.

No primeiro trimestre de 2025, a taxa era de 7,6%. Desde então, o indicador apresentou crescimento contínuo, passando nos últimos trimestres, por 7,9%, 8,0% e 8,2% até alcançar os atuais 8,8%.

Segundo Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, o aumento gradual da inadimplência mostra que os produtores rurais ainda enfrentam dificuldades para recuperar a capacidade financeira.

"Mesmo com uma perspectiva mais favorável para alguns segmentos do agronegócio, os efeitos de ciclos anteriores, com custos elevados, oscilações de preços e restrição ao crédito, seguem impactando o fluxo de caixa e a capacidade de pagamento no setor", afirmou.

Entre os diferentes perfis de produtores, a maior taxa de inadimplência foi registrada entre pessoas sem informação de registro rural, grupo que pode incluir arrendatários ou integrantes de grupos familiares e econômicos, com 11%. Na sequência aparecem os grandes proprietários rurais (9,9%), os médios (8,6%) e os pequenos produtores (8,3%).

A análise por faixa etária mostra que a inadimplência está concentrada entre produtores em idade economicamente mais ativa. O maior índice foi observado entre aqueles de 30 a 39 anos (13,6%), seguido pelos produtores de 18 a 29 anos (12,4%) e de 40 a 49 anos (11,3%). A partir dos 50 anos, os percentuais caem gradualmente.

Regionalmente, o Norte apresentou a maior taxa de inadimplência, com 13,2%, seguido pelo Nordeste (10,2%) e pelo Centro-Oeste (10,1%). O Sul (6,2%) e o Sudeste (7,3%) registraram os menores índices do país. Entre as unidades da Federação, o Amapá liderou o ranking, com 21,2%, enquanto o Rio Grande do Sul apresentou o menor percentual, de 5,8%.

O indicador considera dívidas de pessoas físicas da população rural vencidas há mais de 180 dias e contraídas com empresas ligadas ao agronegócio, como instituições financeiras, fornecedores de insumos, agroindústrias e cooperativas. O levantamento inclui apenas dívidas entre R$ 1 mil e cinco anos de atraso, vencidas há mais de 180 dias.


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

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