Fachin defende fim do inquérito das fake news no STF
O arquivamento do inquérito das fake news passou a ser discutido por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e foi defendido pelo presidente da Corte, Edson Fachin nesta sexta-feira (4), como um caminho para arrefecer a crise provocada pelo embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Em discurso no Planalto, Fachin destacou que os fatos "graves" da "crise Master" que atinge o STF estão em apuração e que nenhuma autoridade está acima da Constituição Federal.
A investigação foi aberta em março de 2019 por iniciativa do então presidente do STF , Dias Toffoli, que designou Alexandre de Moraes como relator. Atualmente, é um dos 10 inquéritos mais antigos em andamento no Supremo e não tem prazo definido para ser concluido.
O foco inicial era apurar ataques e ameaças aos ministros e ao STF, mas ao longo dos anos teve seu objeto ampliado e nesta quinta-feira (3) alcançou até mesmo um integrante da Corte: André Mendonça.
André Mendonça e Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF — Foto: Antonio Augusto/STF
Em decisão tomada dentro do inquérito das Fake News, Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação de Mendonça sob o argumento de que há presença de fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS.
A medida ocorreu após a Polícia Federal apontar em relatório, produzido a pedido por Mendonça, relação entre Moraes e Daniel Vorcaro a partir de mensagens localizadas no celular do ex-banqueiro e preso na operação Compliance Zero.
📰 Fonte: g1.globo.com
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