/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/6/8/cRosBFRbA7BWB6CoWZMA/27168d8b-5e4c-4cb0-b706-764015c4b8fb.png)
Trump já afirmou que os EUA irão controlar o Estreito de Ormuz e bloquear o acesso aos portos iranianos — Foto: REUTERS
Um projeto de lei em análise no Irã prevê multas de até 20% do valor da carga dos navios que desrespeitarem as novas restrições de trânsito do Estreito de Ormuz, segundo a agência estatal Fars.
A medida faz parte de uma iniciativa para aumentar o controle sobre a movimentação de embarcações na rota, considerada uma das mais importantes para o transporte global de petróleo.
A proposta surge em meio aos planos de Teerã para ampliar sua influência sobre o tráfego marítimo no estreito. Segundo os canais oficiais do regime iraniano, Teerã quer ter controle sobre a entrada de navios comerciais e poder de intervenção sobre a navegação na região, dentro de um novo modelo de gestão negociado com Omã.
Segundo uma fonte do Ministério das Relações Exteriores iraniano ouvida pela Fars, o plano negociado com Omã prevê, inicialmente, que os navios entrem no estreito pelo corredor norte, próximo à costa iraniana, e saiam pelo corredor sul, perto da costa de Omã.
Após um período de transição, os corredores norte e sul seriam desativados, e toda a navegação passaria a ocorrer por um corredor central. Nesse modelo, a entrada dos navios ficaria sob gestão iraniana, enquanto a saída seria administrada conjuntamente por Irã e Omã.
A mesma fonte afirmou que as embarcações também deverão pagar tarifas pela prestação de serviços. Segundo Teerã, os valores vão variar de acordo com fatores como o nível de assistência oferecida, incluindo seguro, abastecimento de combustível e taxas ambientais. O governo iraniano também negou que haveria divergências com Omã sobre a cobrança de tarifas equivalentes a 3% ou 7% do valor da carga.
De acordo com uma autoridade iraniana ouvida pela Reuters, o plano em discussão daria ao Irã "controle total" sobre o tráfego de entrada de embarcações, além de monitoramento sobre as saídas e capacidade de agir quando considerar necessário. O país tem defendido o modelo como condição para a reabertura da passagem marítima.
📰 Fonte: g1.globo.com
Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.