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Guerra do Irã completa três meses com uma nova onda de ataques no meio do cessar-fogo
Os confrontos entre Israel e o Hezbollah pró-Irã são quase diários, apesar da trégua decretada em 17 de abril, que nunca foi respeitada. Na manhã deste sábado (30), o exército israelense alertou os habitantes de mais de uma dezena de vilarejos libaneses para que deixassem suas casas antes dos ataques.
Os bombardeios atingiram várias localidades do sul, segundo a Agência Nacional de Informação libanesa (Ani, oficial).
O exército libanês informou que um ataque de drone israelense “direcionado” atingiu e feriu gravemente dois de seus soldados, que estavam em um veículo, perto da cidade meridional de Nabatieh.
Disparos de artilharia também ocorreram perto da fortaleza medieval de Beaufort. Na véspera, o ministro da Cultura libanês havia alertado para o “grave perigo” que os ataques israelenses representam ao patrimônio histórico do país.
O Hezbollah, por sua vez, reivindicou o lançamento de foguetes em direção ao norte de Israel. O exército israelense afirmou ter interceptado vários projéteis, com exceção de um foguete que caiu em seu território, sem deixar feridos.
Em comunicado, o presidente e o primeiro-ministro do Líbano, Joseph Aoun e Nawaf Salam, denunciaram “as práticas condenáveis de Israel”, “a ampliação” de seus ataques, especialmente nas regiões de Tiro e Nabatieh, assim como a “continuação dos bombardeios e da destruição com o uso de tratores em casas e sítios históricos”.
Israel declarou, nesta semana, grande parte do sul do Líbano como uma “zona de combate”. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu indicou que soldados israelenses “atravessaram”, na sexta-feira, o rio Litani, localizado a cerca de 30 quilômetros da fronteira.
📰 Fonte: g1.globo.com
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