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O que se sabe sobre a chegada a nado de imigrantes marroquinos a Ceuta
A Itália informou nesta sexta-feira (31) que suspendeu os acordos de livre circulação entre o país e a Espanha, previstos no Acordo de Schengen da União Europeia, em resposta a um grande fluxo de migrantes para o enclave espanhol de Ceuta, vindos de Marrocos.
Segundo comunicado enviado pelo Ministério do Interior italiano, a decisão impõe o fechamento das fronteiras aéreas e marítimas com a Espanha e a volta temporária das inspeções de pessoas provenientes do território espanhol - medida prevista pelo próprio tratado "em caso de grave ameaça à ordem pública ou à segurança interna", defende a mensagem.
➡️ O Espaço Schengen é uma área de livre circulação de pessoas e mercadorias estabelecida na União Europeia e composta por 29 países-membros. As nações do bloco signatárias do acordo aboliram os controles de passaporte e fronteiras internas entre si e funcionam como um único território para fins de viagens internacionais.
Segundo a imprensa espanhola, o anúncio causou um incidente diplomático com a Espanha, que criticou a decisão e convocou o embaixador italiano em Madri.
A decisão ocorre em meio a uma reação negativa dos países europeus diante da crise imigração que eclodiu nesta semana em Ceuta, exclave espanhol na África, em que cerca de 60 mil pessoas cruzaram a fronteira a nado, e mais de 50 morreram.
Mais cedo nesta sexta, o premiê da Espanha, Pedro Sanchez, disse à UE que "este não é o momento de criar mais divisões" no bloco europeu. O governo espanhol afirmou ter retornado 48 mil imigrantes a Marrocos ao longo desta sexta.
Na quinta-feira, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, já havia ameaçado suspender o acordo de Schengen com a Espanha, e dito que a imigração clandestina representa "uma ameaça concreta" à segurança das fronteiras da União Europeia. Os governos da Suécia e da Dinamarca ecoaram a fala de Meloni.
📰 Fonte: g1.globo.com
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