
Declaração foi dada após relatos de agressões, ameaças e ataques dirigidos às duas bolsonaristas
Janja Lula da Silva deixou as diferenças políticas de lado para prestar apoio a Michelle Bolsonaro e Damares Alves. As duas passaram a sofrer ataques após a divulgação de um vídeo em que a ex-primeira-dama afirma ter sido destratada pelo enteado, Flávio Bolsonaro.
Damares, que se posicionou ao lado de Michelle no conflito, também se tornou alvo. Para Janja, nenhuma mulher deve ser abandonada quando é atingida por agressões ou ameaças, mesmo que esteja em um campo político adversário.
“Qualquer mulher agredida não pode soltar a mão, não importa qual é o campo ideológico dela”, afirmou a primeira-dama em entrevista à Folha de S.Paulo e ao UOL.
Janja disse que a misoginia não respeita fronteiras partidárias. Segundo ela, mulheres de direita, de esquerda, conservadoras ou progressistas podem ser atingidas da mesma forma.
A primeira-dama avaliou ainda que o episódio pode ajudar mulheres conservadoras a reconhecer com maior clareza uma violência que já faz parte da experiência de muitas mulheres do campo progressista.
“A misoginia não tem lado. É uma onda que vem de todos os lados e atinge todas nós igualmente”, declarou.
Janja também retomou a defesa do projeto que transforma atos de misoginia em crime, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados. Ao tratar do tema, citou que 43% das mulheres vítimas de violência são evangélicas e afirmou que religião ou posição política não oferecem proteção contra agressões.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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