
Pedido envolve suposto financiamento público e privado do filme em homenagem a Jair Bolsonaro
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que reveja a decisão que enviou ao ministro André Mendonça a relatoria do caso envolvendo o filme Dark Horse, cinebiografia em homenagem a Jair Bolsonaro (PL).
A informação é da coluna de Manoela Alcântara, no Metrópoles. Segundo Lindbergh, não há ligação concreta entre a notícia-crime sobre o longa e a investigação das supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, caso que já está sob relatoria de Mendonça.
A redistribuição foi feita com base no critério de prevenção, usado quando processos têm relação entre si e devem ficar sob o mesmo relator. A defesa do petista, no entanto, afirma que essa conexão não está demonstrada.
A notícia-crime apresentada por Lindbergh pede que o STF investigue o suposto uso de recursos públicos e privados para financiar o filme. O pedido também mira Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Para os advogados do deputado, a simples menção ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master, em materiais apreendidos por investigadores, não é suficiente para vincular o caso Dark Horse à apuração sobre o banco. A defesa sustenta que os objetos das investigações são diferentes.
O Banco Master é alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura um esquema de fraudes financeiras estimado em pelo menos R$ 12 bilhões. Já o caso Dark Horse trata do financiamento da produção audiovisual sobre Bolsonaro.
Lindbergh também pede que o Supremo leve em conta uma petição apresentada na ADPF 854, sob relatoria do ministro Flávio Dino, que discute o suposto uso de emendas parlamentares para bancar o filme.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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