
Conab diz que toda a comida comprada com os recursos foi distribuída no Rio; cooperativas do Paraná atuaram como fornecedoras.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) publicou neste sábado (18) um vídeo para rebater a versão de que teria destinado emendas parlamentares ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Paraná, base eleitoral de sua companheira, a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR). O parlamentar classificou a abordagem como “fake news” e afirmou que bolsonaristas tentam intimidá-lo.
A acusação surgiu em reportagem publicada na sexta-feira (17) pela coluna de Andreza Matais, no Metrópoles. O texto afirma que R$ 1,7 milhão oriundo de uma emenda de Lindbergh foi pago a três cooperativas paranaenses ligadas ao MST. Documentos oficiais e uma manifestação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), porém, mostram que a emenda de R$ 4 milhões foi destinada ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com abrangência nacional, e que os alimentos comprados foram distribuídos no Rio de Janeiro.
Na publicação, Lindbergh pediu que seus seguidores compartilhassem o vídeo e reagiu à circulação da reportagem por perfis ligados à direita.
“Os bolsonaristas estão alvoroçados com uma fake news que produziram contra mim. Eles acham que vão nos calar e intimidar? Nunca!”
O ponto central da controvérsia está na diferença entre o destino da emenda, os fornecedores contratados e o local onde os alimentos foram entregues. As cooperativas do Paraná receberam recursos pela venda de arroz, feijão e outros produtos ao PAA. Elas não aparecem no documento orçamentário como beneficiárias diretas da emenda apresentada pelo deputado.
Segundo Lindbergh, o recurso foi indicado para combater a insegurança alimentar e atender famílias residentes em periferias e favelas do Rio de Janeiro. A escolha das organizações fornecedoras, afirma o parlamentar, coube à Conab, responsável pela execução do programa.
O Plano de Trabalho nº 10/2025 da Conab registra a emenda nº 32730003, de autoria de Lindbergh Farias, no valor de R$ 4 milhões. O localizador da despesa é “Nacional” e a unidade responsável pela execução é a própria companhia pública.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.