
Presidente brasileiro faz duras críticas às tarifas dos EUA e rejeita interferência externa no país
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil não aceitará tentativas de utilizar a relação econômica com os Estados Unidos como instrumento de pressão política ou de interferência no processo eleitoral brasileiro. A declaração foi publicada em artigo divulgado neste domingo (26) pelo jornal norte-americano The Washington Post.
No texto, Lula criticou o que classificou como tentativas de condicionar a parceria entre os dois países a questões ideológicas e rebateu declarações recentes de autoridades norte-americanas.
“Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras”, escreveu o presidente.
A publicação ocorre dias depois de o Itamaraty negar visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Segundo o governo brasileiro, eles pretendiam vir ao país para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
O Departamento de Estado, por sua vez, negou que a missão tivesse qualquer objetivo de interferir nas eleições.
O caso ganhou repercussão após o Washington Post revelar que os dois representantes do governo do presidente Donald Trump planejavam viajar ao Brasil. De acordo com a reportagem, autoridades brasileiras e norte-americanas afirmaram que a visita teria como objetivo levantar dúvidas sobre a segurança do sistema de votação brasileiro.
No artigo, Lula também voltou a criticar as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, classificando a medida como um “erro estratégico”.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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