/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/I/Q/SBguJUSKuJJg38iJOxIA/afp-20260626-b8fg8t4-v1-midres-venezuelaearthquake.jpg)
Um homem busca sobreviventes nos escombros de um prédio que desabou após dois terremotos em Caraballeda, estado de La Guaira — Foto: AFP
Amparo del Giudice escava com as próprias mãos uma montanha de escombros em busca do filho, uma das vítimas dos terremotos mais devastadores na Venezuela desde 1900.
A tragédia dela é uma entre tantas deixadas por dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, que atingiram o norte da Venezuela na quarta-feira (24) com menos de um minuto de diferença. O balanço oficial é de 589 mortos, mas há temor de que o número final chegue a milhares.
Desesperada com a passagem do tempo sem a chegada de equipes de resgate, Giudice escavava com as mãos enquanto chorava e gritava, inconsolável, em um bairro de La Guaira, a região mais castigada pelos terremotos.
"São muitas pedras e, com as mãos, não dá", diz, impotente, sentada a poucos metros do local onde acredita que seu filho esteja. "Não há nem água", afirma, ao reclamar da falta de ajuda do governo.
Alessandro del Giudice, de 23 anos, voltou a usar seu capacete de bombeiro voluntário para ajudar a avó Amparo a encontrar um sinal de vida do pai. "Ele está ali", soluça.
La Guaira, com cerca de 25 mil habitantes e situada a 40 quilômetros de Caracas, abriga o aeroporto internacional de Maiquetía e é o balneário favorito dos moradores da capital.
A maioria dos prédios altos com piscina ficou danificada em Los Corales, um bairro de classe média onde Giudice não encontra sossego.
📰 Fonte: g1.globo.com
Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.