Mais de 100 peças preciosas estavam enterradas no caminho de Meca, onde uma viagem parece ter terminado de forma inesperada

Mais de 100 peças preciosas estavam enterradas no caminho de Meca, onde uma viagem parece ter terminado de forma inesperada
Mais de 100 peças preciosas estavam enterradas no caminho de Meca, onde uma viagem parece ter terminado de forma inesperada

Um jarro de cerâmica esquecido sob o solo do deserto por cerca de 1.200 anos acaba de revelar mais de 100 objetos de ouro, prata e pedras preciosas. Encontrado em Dhariyah, na Arábia Saudita, o tesouro pode ter pertencido a um peregrino que viajava rumo a Meca durante os primeiros anos do califado abássida.

Batizada de Tesouro de Dhariyah, a coleção estava guardada em um recipiente de barro enterrado entre estruturas residenciais. Segundo a Comissão do Patrimônio Saudita, o conjunto reúne peças de ouro, objetos de prata, pedras preciosas, contas coloridas e fragmentos de cobre oxidado.

As joias apresentam padrões florais e formas geométricas produzidas com técnicas sofisticadas. Os artesãos moldaram lâminas de ouro, criaram detalhes em relevo e encaixaram pedras em pequenas armações metálicas, demonstrando um domínio técnico associado às oficinas especializadas do mundo islâmico medieval.

Dhariyah fica na região de Al-Qassim e funcionou como uma estação importante na rota percorrida por peregrinos entre Basra, no atual Iraque, e Meca. O local oferecia água, abrigo e áreas de descanso para viajantes que enfrentavam longas jornadas por regiões áridas da Península Arábica.

Durante a sexta temporada de escavações, os pesquisadores também identificaram bacias de água revestidas com gesso, paredes de construções residenciais e fragmentos de cerâmica e vidro. Esses vestígios indicam que a estação possuía uma infraestrutura organizada para atender moradores, comerciantes e grupos em peregrinação.

A possibilidade de um peregrino ter enterrado as joias é considerada plausível, mas ainda não foi comprovada. O proprietário pode ter escondido seus bens para protegê-los durante uma situação de perigo, pretendendo recuperá-los depois. Outra hipótese envolve um comerciante que transportava mercadorias valiosas pela rota.

Entre os principais elementos analisados pelos arqueólogos estão:

A datação por radiocarbono de materiais orgânicos situou a principal ocupação do assentamento entre 743 e 753. Esse intervalo coincide com a ascensão do califado abássida, iniciado em 750, período marcado pela expansão das redes comerciais, pelo crescimento urbano e pelo florescimento científico e cultural.


📰 Fonte: catracalivre.com.br

💬 Comentários (0)

Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.