'Mais simbólico do que efetivo': por que o Brasil foi à OMC contra o tarifaço, mesmo com o órgão enfraquecido

'Mais simbólico do que efetivo': por que o Brasil foi à OMC contra o tarifaço, mesmo com o órgão enfraquecido
'Mais simbólico do que efetivo': por que o Brasil foi à OMC contra o tarifaço, mesmo com o órgão enfraquecido

Brasil aciona OMC contra novas tarifas impostas pelos Estados Unidos

Durante décadas, recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) foi o caminho usado por países para tentar resolver disputas comerciais. Nesta semana, o governo brasileiro acionou o órgão para contestar as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

O pedido ocorre em um cenário diferente do passado: após uma perda gradual de influência, o principal sistema de julgamento da OMC está praticamente paralisado, enquanto as maiores economias passaram a recorrer a vias políticas para defender seus interesses econômicos.

Em resumo, o pedido apresentado pelo Brasil questiona as duas tarifas adotadas recentemente pelos EUA:

Para especialistas ouvidos pelo g1, a aposta do Brasil não é obter uma resposta rápida para derrubar as tarifas, mas formalizar a contestação, fortalecer a posição diplomática do país e construir uma base jurídica que possa ser usada em futuras negociações comerciais.

Desde 2019, o principal sistema de recursos da OMC está praticamente paralisado. O Órgão de Apelação, responsável por revisar as decisões dos painéis de especialistas, perdeu o número mínimo de integrantes após os EUA bloquearem a nomeação de novos membros.

Para Roberto Uebel, professor de Relações Internacionais e coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios Americanos da ESPM, esse cenário representa "o maior golpe já sofrido pela OMC em seus quase 30 anos de existência, a ida do Brasil é mais simbólica que efetiva".

Segundo ele, a situação aproxima a organização de um fórum meramente consultivo.


📰 Fonte: g1.globo.com

💬 Comentários (0)

Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.