Marina e Simone Tebet seguem na liderança da disputa pelo Senado em SP, diz Datafolha

Marina e Simone Tebet seguem na liderança da disputa pelo Senado em SP, diz Datafolha
Marina e Simone Tebet seguem na liderança da disputa pelo Senado em SP, diz Datafolha

Ex-ministras do governo Lula lideram a corrida pelas duas vagas ao Senado em SP; alta taxa de indecisos revelam cenário ainda aberto

Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) aparecem na frente da disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo, com 18% e 16% das intenções de voto, respectivamente, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (6). O levantamento, o primeiro após o anúncio das chapas de Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), ouviu 1.608 eleitores em 71 municípios entre os dias 1º e 3 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Marina Silva lidera numericamente com 18% das intenções de voto, mas está tecnicamente empatada com Simone Tebet, que registra 16%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Tebet, por sua vez, também empata tecnicamente com Ricardo Salles (Novo), que aparece com 13%. O cenário estimulado permitiu que cada entrevistado indicasse até dois nomes, refletindo o fato de que os eleitores paulistas escolherão dois senadores em 2026, quando dois terços das cadeiras do Senado serão renovados.

Atrás do trio que lidera o levantamento, a disputa segue apertada. André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), aparece com 11%, e Guilherme Derrite (PP), ex-secretário estadual de Segurança Pública, com 10%. Ambos representam o grupo político de Tarcísio de Freitas. Paulinho da Força (Solidariedade) registra 8%.

Marina Silva, conhecida por sua atuação como ministra do Meio Ambiente, deve ampliar sua agenda para outros temas, buscando consolidar apoio entre jovens, mulheres acima de 45 anos e evangélicos, públicos nos quais aliados já identificam potencial de crescimento. Simone Tebet enfrenta o desafio de construir uma identidade paulista, apesar de sua origem em Mato Grosso do Sul, e tem usado propagandas partidárias para destacar sua trajetória e experiência nacional.

Do lado da direita, André do Prado aposta no chamado “municipalismo” e na proximidade com o governador Tarcísio, enquanto Derrite concentra sua comunicação na pauta de segurança pública e na disputa pela cota ideológica da direita bolsonarista. Ricardo Salles, por sua vez, pretende trabalhar o antipetismo e atacar André do Prado, associando-o ao que chama de “escândalos do Centrão”, numa tentativa de se diferenciar dentro do próprio campo conservador.

O levantamento é o primeiro a retratar o cenário eleitoral paulista depois que as duas principais chapas para o governo do estado foram definidas. Haddad anunciou Marina Silva e Simone Tebet como candidatas ao Senado, apostando na composição com duas mulheres como elemento de contraste com Tarcísio de Freitas, que não tem representante feminina em seu primeiro escalão eleitoral.

Na pesquisa espontânea, quando nenhum nome é apresentado aos entrevistados, 81% dizem não saber em quem votar. No cenário estimulado, outros 17% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato. A disputa, portanto, segue em aberto.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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