
Dados apontam que 55% de pacientes com câncer de pulmão CPNPC (não pequenas células) permanecem vivos e sem avanço da doença após 7 anos de tratamento com Lorbrena, medicamento da Pfizer para inibir mutações tumorais associadas a resistência a outros inibidores de ALK.
O medicamento foi testado em comparação com o Xalkori, que teve 3% de pacientes vivos sem avanço do câncer.
Além disso, uma análise atualizada com o mesmo período de análise mostrou que a mediana de sobrevida livre de progressão não foi atingida com o Lorbrena com razão de risco estimada em 0,19 (IC de 95%: 0,13-0,26), fator que representa a redução de 81% no risco de progressão da doença ou morte em comparação ao outro medicamento.
Os resultados completos do estudo foram apresentados no ASCO de 2026 (Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica), sediado em Chicago, nos Estados Unidos (EUA) e publicados de maneira simultânea na revista Annals of Oncology, em maio.
O líder clínico de oncologia global da Pfizer, Jeff Legos, relata que “embora não seja possível tirar conclusões definitivas entre estudos, essa parece ser a maior mediana de tempo de sobrevida livre de progressão já observada em câncer de pulmão.”
Além disso, a pesquisa também concluiu que o Lorbrena preveniu e controlou metástases cerebrais em 94% no risco de prevenção intra canceriana (IC) (razão de risco [HR] de 0,06; IC de 95%: 0,03-0,12) após os primeiros 30 meses.
A mediana de tempo até a progressão no sistema nervoso central não foi atingida com Lorbrena (IC de 95%: NA-NA) e foi de 16,4 meses (IC de 95%: 12,7-21,9) com Xalkori. No momento da análise, 44% dos pacientes do estudo CROWN permaneciam em tratamento com Lorbrena, comparado a 3% dos pacientes em tratamento com Xalkori.
Os perfis de ambos os medicamentos foram consistentes com os achados anteriores, sem novos sinais de segurança. Eventos adversos relatados com frequência pelos pacientes tratados com Lorbrena incluíram inchaço, ganha de peso, neuropatia periférica efeitos cognitivos alterações de humor, diarreia, falta de ar ou dificuldade para respirar, dor nas articulações, hipertensão, cefaleia, tosse, febre, hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia.
📰 Fonte: cnnbrasil.com.br
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