Mendonça abre novo inquérito sobre Lulinha após não encontrar provas no caso do INSS

Mendonça abre novo inquérito sobre Lulinha após não encontrar provas no caso do INSS
Mendonça abre novo inquérito sobre Lulinha após não encontrar provas no caso do INSS

Nova investida mira suposta atuação do filho do presidente em negócios relacionados à Dataprev

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou uma nova investigação da Polícia Federal sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A apuração pretende esclarecer uma suposta atuação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em negócios relacionados à Dataprev.

A estatal é responsável pelo processamento de dados da Previdência Social e pela manutenção de sistemas usados pelo INSS. A PF investiga a possibilidade de tráfico de influência na tentativa de obtenção de contratos governamentais.

Segundo os investigadores, Lulinha teria atuado em conjunto com a empresária Roberta Luchsinger. A apuração também considera sua proximidade com Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado como um dos operadores do esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários.

Até o momento, porém, não foram apresentadas provas de pagamentos ilegais ao filho do presidente. Lulinha também não está entre as 48 pessoas indiciadas na primeira fase da Operação Sem Desconto.

A ausência de elementos na investigação anterior é o principal argumento usado pela defesa para questionar a nova frente. O advogado Marco Aurélio Carvalho afirma que a PF estaria promovendo uma “pesca probatória”, ao procurar em outros negócios uma ligação criminosa que não conseguiu demonstrar no caso do INSS.

Para Carvalho, a corporação estaria adotando uma estratégia de tentativa e erro, mudando o objeto da investigação após não confirmar as suspeitas iniciais. A defesa nega qualquer irregularidade e sustenta que Lulinha não pode ser submetido a apurações indefinidas apenas por ser filho do presidente.

A investigação sobre a Dataprev ocorre paralelamente a outro inquérito relacionado à comercialização de cannabis medicinal. Nesse caso, a PF também apura uma possível atuação junto a setores do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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