
Pesquisa de instituto ligado ao PL reforça a hipótese de que o bolsonarismo trabalha para impedir que Michelle consolide um projeto político próprio
A nova pesquisa divulgada pelo Paraná Pesquisas sobre a disputa ao Senado no Distrito Federal parece revelar mais do que intenções de voto: envia recados.
O instituto, que costuma realizar levantamentos para o PL, resolveu testar o nome de Michelle Bolsonaro justamente no estado em que ela, em tese, teria um dos cenários mais favoráveis do país. Ainda assim, ela aparece atrás da Leila do Vôlei.
O Distrito Federal foi um dos principais redutos do bolsonarismo em 2022. Jair Bolsonaro venceu Lula com ampla vantagem. Se Michelle não lidera nem ali, fica difícil sustentar a narrativa de que sua eleição seria inevitável.
Mas talvez o mais importante não seja o resultado da pesquisa.
Pesquisas também cumprem uma função política. Servem para estimular candidaturas, desmobilizar adversários e, em alguns casos, convencer aliados a mudar de estratégia.
Nesse contexto, o levantamento parece funcionar como um recado dirigido à própria Michelle: sua eleição não seria tão simples quanto parece.
Há outro elemento que ajuda a entender esse movimento.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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