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Manifestantes protestam contra demissão de ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, nas ruas de Kiev em 16 de julho de 2026. — Foto: REUTERS/Thomas Peter
A população da Ucrânia tomou as ruas de diferentes cidades do país nesta quinta-feira (16) após o presidente Volodymyr Zelensky demitir o ministro da defesa, Mykhailo Fedorov. A saída do político aconteceu em meio a uma reforma ministerial mais ampla, anunciada no último domingo.
É a primeira vez que Zelensky é alvo de protestos desde o início de seu mandato e do conflito contra a Rússia. Os novos ministros ainda precisam ser aprovador pelo parlamento do país.
A capital Kiev e as maiores cidades do país, como Kharkiv e Lviv, ficaram repletas de manifestantes que pediam a recondução de Fedorov ao cargo. Cartazes exigiam que o congresso ucraniano rejeitasse as indicações de novos nomes feitas pelo presidente.
Alguns manifestantes atribuem a saída de Fedorov ao comandante-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi. Os dois mantinham uma relação conturbada por causa das reformas iniciadas pelo ministro da Defesa, incluindo demissões determinadas por ele quando estava à frente da pasta.
Fedorov buscava reformar as Forças Armadas ucranianas e defendia a incorporação de novas tecnologias no campo de batalha para preservar a vida dos soldados. Ele foi nomeado para o cargo em janeiro deste ano e anunciou na noite de quarta-feira que deixaria a função.
Apesar do mandato curto, sua saída causou impacto até mesmo entre integrantes da maioria governista. Durante esse período, Fedorov conseguiu que o sistema de internet Starlink, do bilionário norte-americano Elon Musk, bloqueasse o acesso das tropas russas.
Em sua mensagem de despedida do governo, ele também destacou o desenvolvimento da produção e do uso de drones, além do lançamento de uma ampla reforma das Forças Armadas e, em especial, dos contratos militares, uma medida que classificou como “impopular, mas extremamente necessária”.
📰 Fonte: g1.globo.com
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