
O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) defende o reforço do Seguro Rural diante dos riscos climáticos previstos para a safra 2026/27. A ampliação do mecanismo está entre as medidas que a pasta pretende levar adiante após o trabalho do GT (Grupo de Trabalho) criado para avaliar os efeitos do El Niño sobre a agropecuária.
Em entrevista ao CNN Agro, o ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou que o fortalecimento do seguro é uma demanda do Mapa e que a pasta trabalha para sensibilizar o governo sobre a necessidade de ampliar a proteção aos produtores.
“Essa, sem dúvida nenhuma, é uma demanda do Ministério da Agricultura. Isso, com certeza, estará entre as mais importantes sugestões que nós vamos receber e vamos apresentar. Nós estamos trabalhando nesse sentido”, afirmou.
A ideia, segundo interlocutores do ministro, é negociar pelo menos R$ 1 bilhão adicional para o Seguro Rural ainda em 2026. Outra frente é liberar recursos já previstos para o programa, que sofreram bloqueios ao longo do ano.
Uma terceira possibilidade em discussão é permitir o remanejamento de eventuais sobras do Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) para o PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural).
Em 2026, o governo bloqueou R$ 461,7 milhões destinados ao PSR. Para 2027, o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) prevê R$ 1,2 bilhão para o programa. Desse total, R$ 881,5 milhões, ou 73,5%, estão vinculados a fontes condicionadas à Regra de Ouro.
Na prática, o recurso está previsto no orçamento, mas não tem liberação automática. Para que essa parcela possa ser executada, será necessária uma solução para a fonte de financiamento. Os outros R$ 318,5 milhões são recursos livres.
É nesse cenário que a Secretaria de Política Agrícola trata o reforço do Seguro Rural como uma prioridade. A estratégia reúne diferentes frentes: buscar pelo menos R$ 1 bilhão adicional ainda em 2026, viabilizar a execução dos recursos já previstos e trabalhar por uma alternativa que permita aproveitar eventuais sobras do Proagro.
📰 Fonte: cnnbrasil.com.br
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