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Israel alertou EUA sobre ameaça de morte contra Trump, diz agência
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu a morte de "30 a 40" pessoas por noite na Faixa de Gaza. A declaração foi dada no último domingo (17), em uma entrevista ao pocast do também israelense Rom Braslavski, ex-refém do Hamas, e foi divulgada por veículos palestinos.
Ben-Gvir, que faz parte da coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, criticava a redução dos ataques israelenses no território palestino quando fez o comentário.
Declarações semelhantes feitas por Ben-Gvir e por outros integrantes do governo israelense já provocaram críticas internacionais no passado. Algumas delas foram apresentadas ao principal tribunal da ONU como evidências de suposta intenção genocida. Israel nega ter cometido genocídio em Gaza.
A fala recebeu pouca atenção na imprensa israelense. O episódio ocorre em meio à campanha para as eleições marcadas para 27 de outubro.
Ben-Gvir é um dos principais nomes da extrema direita de Israel e ganhou mais apoio depois do ataque realizado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023.
Na ocasião, segundo Israel, cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 foram sequestradas pelo grupo. Reféns libertados relataram casos de fome prolongada, abusos físicos e psicológicos e, em alguns casos, violência sexual.
Embora não tenha autoridade sobre as Forças Armadas e não possa ordenar ataques contra Gaza, Ben-Gvir ocupa um dos cargos mais influentes do governo.
📰 Fonte: g1.globo.com
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