Monopólio do conhecimento? Empresas de IA são cobradas por “acumular e destruir” acervos literários

Monopólio do conhecimento? Empresas de IA são cobradas por “acumular e destruir” acervos literários
Monopólio do conhecimento? Empresas de IA são cobradas por “acumular e destruir” acervos literários

Prática pode levar à monopolização do conhecimento e à perda de artefatos históricos, comprometendo o futuro da informação

Uma coalizão de grupos da sociedade civil estadunidense acendeu o alerta sobre uma prática alarmante de gigantes da inteligência artificial: a compra em massa, digitalização e subsequente destruição de livros físicos para treinar seus modelos de IA. A denúncia, que pede uma investigação federal à Comissão Federal de Comércio (FTC), levanta sérias preocupações sobre a perda de artefatos históricos, o bem público e os riscos de uma tentativa de monopolização do conhecimento.

Em uma carta formal à FTC, a coalizão, liderada pelo Demand Progress Education Fund, aponta a Anthropic, criadora do Claude e uma das principais empresas de inteligência artificial, como um dos atores centrais dessa estratégia. Segundo o documento da coalizão, a Anthropic adquiriu milhões de livros impressos, digitalizado-os e descartando depois os originais físicos.

“Esse processo deixa apenas o texto digitalizado no banco de dados proprietário da empresa para uso no treinamento de seus grandes modelos de linguagem, que estão por trás de produtos como o Claude”, afirma a carta.

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Um memorando interno da Anthropic, divulgado em um processo judicial por violação de direitos autorais, daria pistas cobre como é a conduta da Big Tech. Intitulado “Projeto Panamá”, o documento descreve um esforço para “digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo”. O memorando revela ainda a intenção de sigilo da empresa. “Usamos um ‘nome de código informal’ porque não queremos que se saiba que estamos trabalhando nisso”, e orienta funcionários a evitar discussões públicas sobre o tema.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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