Moraes acusa Mendonça de oferecer benefício não previsto em lei por delação

Moraes acusa Mendonça de oferecer benefício não previsto em lei por delação
Moraes acusa Mendonça de oferecer benefício não previsto em lei por delação

O ministro Alexandre de Moraes acusou o colega André Mendonça de STF (Supremo Tribunal Federal) de oferecer "benefícios não previstos em lei" para uma proposta de delação premiada de Maurício Camisotti, envolvido com a fraude no INSS, além de "interferir" no processo de negociação.

Em decisão assinada nesta quinta-feira (3), Moraes cita um "comportamento participativo" de Mendonça na tratativa de colaborações premiadas, tanto na Operação Sem Desconto quanto na Operação Compliance Zero. Também menciona o travamento da proposta de redução em dois terços da pena vinda da PF (Polícia Federal) a Camisotti, que entrou em fase final do acordo.

"O relator teria afirmado que, por não confiar na Procuradoria-Geral da República, poderia aplicar benefícios não previstos em lei a partir de proposição da Polícia Federal, inclusive fora das hipóteses legalmente previstas", diz a decisão.

Ao longo do documento, Moraes enumera suspeitas contra Mendonça por usurpação da direção das investigações, condução irregular das tratativas de delação premiada e direcionamento de investigação contra o magistrado.

Moraes usou o inquérito das Fake News para acusar Mendonça de crimes. O magistrado também pede ao presidente da corte, Edson Fachin, que abra ação contra o colega.

Em paralelo, Fachin determinou que, além dos ministros, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifestem em até cinco dias sobre a crise envolvendo o caso Master.


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

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