Moraes pede que PGR se manifeste sobre conteúdo achado em celular de Wassef

Moraes pede que PGR se manifeste sobre conteúdo achado em celular de Wassef
Moraes pede que PGR se manifeste sobre conteúdo achado em celular de Wassef

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre informações encontradas pela Polícia Federal nos celulares do advogado Frederick Wassef.

Segundo a corporação, foram identificados "eventos fortuitos" nos aparelhos. Agora, a PGR terá 15 dias para avaliar os achados e se manifestar sobre eventuais "hipóteses criminais". Os dados foram identificados durante a análise de materiais apreendidos no caso das joias sauditas.

A decisão, assinada na terça-feira (30), atende a uma manifestação da própria PGR, que concordou com a PF sobre a necessidade de analisar o material separadamente.

Segundo a Procuradoria, os elementos apontados pelos investigadores não têm relação com a apuração principal. Por isso, Moraes também determinou que o conteúdo fosse retirado do processo das joias e autuado em uma petição autônoma e sigilosa.

O pedido da PF para análise separada do material foi enviado ao STF em 4 de março. No mesmo dia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu o arquivamento da investigação sobre a suposta apropriação, por Bolsonaro, de presentes recebidos enquanto chefe de Estado.

Segundo a PGR, não há lei que estabeleça com clareza a destinação de presentes recebidos por presidentes da República de autoridades estrangeiras, o que, na avaliação de Gonet, inviabilizaria uma eventual denúncia contra Bolsonaro e aliados.

Caberá agora à PGR avaliar se os novos elementos indicam a prática de crimes.

Em nota, Wassef afirma que suas prerrogativas como advogado foram violadas, já que a busca e apreensão da PF ocorreu sem a presença de um representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

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