
Desde o início do ano, país já registrou mais de 2.300 casos da doença altamente contagiosa
Os Estados Unidos registram neste ano o pior surto de sarampo em três décadas e meia neste ano, um aumento atribuído, em parte, à relutância a se vacinar, apontam números oficiais divulgados nesta sexta-feira (24).
Nos últimos sete meses, foram relatados 2.318 casos confirmados da doença, altamente contagiosa, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Esse número supera o total de 2025, ano que já havia registrado recordes, com 2.289 casos e três mortes.
“Estamos testemunhando uma crise evitável, que prejudica as crianças de maneira desproporcional”, disse Andrew Racine, presidente da Academia Americana de Pediatria.
O sarampo causa febre, problemas respiratórios e erupções cutâneas. Em alguns casos, pode levar a complicações mais graves, como pneumonia e inflamação cerebral, que podem resultar em problemas de saúde graves a longo prazo e até mesmo em morte.
Em 2000, o sarampo foi erradicado nos Estados Unidos, graças à imunização, mas a doença ressurgiu com força nos últimos anos, em meio à queda nas taxas de vacinação e à desconfiança crescente envolvendo as autoridades sanitárias.
O secretário de Saúde americano, Robert Kennedy Jr., é apontado como parcialmente responsável pela crise, por suas declarações antivacinas.
A última vez que os Estados Unidos registraram um número mais elevado de casos de sarampo foi em 1991, quando foram notificados 9.643. Eles caíram de forma drástica quando o esquema de vacinação de duas doses se tornou regra.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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