MPRJ propõe falência da Refit, após mais de 10 anos em recuperação judicial

MPRJ propõe falência da Refit, após mais de 10 anos em recuperação judicial
MPRJ propõe falência da Refit, após mais de 10 anos em recuperação judicial

O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) apresentou à Justiça, nesta terça-feira (26), manifestação em que defende a análise da conversão da recuperação judicial da Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos, em falência.

Segundo o Ministério Público, a empresa não atingiu o objetivo de reestruturação econômico-financeira previsto na legislação, mesmo após mais de dez anos sob processo de recuperação.

"O passivo fiscal da refinaria aumentou de cerca de R$ 5 bilhões para aproximadamente R$ 25,7 bilhões, demonstrando a ineficácia do processo", relata.

A manifestação ainda aponta que a Refit manteve inadimplência tributária recorrente nos últimos anos. Dados apresentados por órgãos fazendários indicam que mais de 80% dos tributos devidos entre 2022 e 2024 deixaram de ser pagos, comportamento de que, segundo o MP, caracteriza a atuação de um devedor contumaz.

O GASF (Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal) também cita investigações e operações conduzidas por órgãos de controle e persecução penal que apontariam para um modelo de atuação baseado em sonegação fiscal e fraude estruturada.

Entre os índicios mencionados estão "práticas de ocultação patrimonial e mecanismos destinados a dificultar a cobrança de tributos".

Na avaliação do Ministério Público, a manutenção da recuperação judicial vem produzindo efeito contrário ao esperado, contribuindo para o crescimento contínuo do passivo tributário e gerando impactos negativos à odem econômica e ao interesse judicial.

O documento também destaca o "descumprimento de obrigações previstas no plano de recuperação judicial", incluindo a ausência de informações atualizadas sobre o passivo tributário e a falta de medidas efetivas para a quitação das dívidas, mesmo após prazos concedidos pela Justiça.


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

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