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Empresários estão apreensivos com decisão americana sobre tarifaço
Na véspera do prazo para os Estados Unidos decidirem sobre a aplicação de novas taxas, o governo do Brasil se reuniu com representantes do governo americano nesta terça-feira (14) e reiterou que considera o tarifaço ao Brasil é ‘injusto’. Foi a quinta reunião entre os países sobre o assunto.
Os Estados Unidos investigam o Brasil sob a Seção 301 por supostas "práticas comerciais desleais" e pode aplicar novas taxas a produtos brasileiros em função dessa apuração. A investigação concentra-se em:
Conforme a avaliação de negociadores brasileiros envolvidos nas conversas, foi possível obter avanços juntos ao governo americano nas conversas.
Entretanto, desde maio, os representantes da Casa Branca passaram a se mostrar “inflexíveis”, apresentando questões “inegociáveis” para o Brasil, como mudanças no PIX e na legislação sobre minerais críticos.
Além disso, conforme integrantes da diplomacia brasileira, os dados apresentados sobre desmatamento, por exemplo, foram desconsiderados, sem contrapropostas ou indicações por parte dos americanos.
Há cerca de dez dias, houve uma reunião técnica entre negociadores dos dois países, e o Brasil apresentou uma proposta de encaminhamento acerca dos seis pontos levantados pelo USTR na abertura da investigação comercial, mas não recebeu resposta.
Em razão do prazo dado pelo governo americano, um eventual adiamento do tarifaço passou a ser considerado “improvável” pelo governo brasileiro, mesmo assim, no início da manhã desta terça-feira, auxiliares do presidente Lula passaram a tentar contato com interlocutores de Donald Trump para tentar uma nova rodada de negociação.
📰 Fonte: g1.globo.com
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