
Pelo menos 57 palestinos morreram entre 13 e 20 de julho em bombardeios a áreas residenciais e tendas de deslocados. Organismo internacional alerta: não há lugar seguro no enclave.
A população da Faixa de Gaza enfrenta uma nova onda de bombardeios israelenses ao mesmo tempo que doenças contagiosas avançam pelos acampamentos de deslocados.
Segundo o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, pelo menos 57 palestinos foram mortos entre os dias 13 e 20 de julho. Entre as vítimas estavam seis crianças e oito mulheres. Os ataques atingiram casas, áreas residenciais e tendas usadas por famílias que perderam suas moradias.
Outros 12 palestinos morreram nesta terça-feira (21). Um dos bombardeios atingiu a casa da família al-Masri, na Cidade de Gaza, e matou um casal e seus quatro filhos, segundo autoridades de saúde locais. O hospital al-Shifa recebeu os corpos e pessoas feridas após o ataque.
A escalada ocorre nove meses depois do início do cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Embora o acordo tenha reduzido os grandes confrontos, os ataques israelenses continuaram quase diariamente. Mais de 1,1 mil palestinos foram mortos desde outubro de 2025, de acordo com autoridades de Gaza.
Enquanto as bombas atingem áreas povoadas, um surto de catapora se espalha entre famílias que vivem sem água limpa, saneamento ou atendimento médico adequado. Dados humanitários apontam mais de 9 mil casos registrados em duas semanas, em 130 unidades de saúde. Metade das ocorrências foi identificada na região de Khan Younis.
A superlotação das tendas facilita a transmissão da doença. Crianças estão entre as mais afetadas, enquanto hospitais e postos de saúde trabalham com falta de medicamentos, equipamentos e combustível.
O Exército israelense afirmou que seus ataques têm como alvo integrantes do Hamas e da Jihad Islâmica. No caso da família al-Masri, uma fonte militar disse que a operação buscava atingir um membro do Hamas, mas não apresentou outras informações.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.