O Brasil tem margem para negociar o tarifaço de Trump?

O Brasil tem margem para negociar o tarifaço de Trump?
O Brasil tem margem para negociar o tarifaço de Trump?

Lula e Trump se encontraram pela última vez na Casa Branca em maio — Foto: Ricardo Stuckert / PR

Em uma cerimônia na última quarta-feira (22/07) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi categórico ao afirmar que o Brasil seguia na mesa de negociação para tentar reverter as tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre uma série de produtos brasileiros.

"A gente não vai sair da mesa de negociação. Eles que digam que não querem negociar, porque nós vamos estar lá sentados na mesa, fazendo proposta toda vez e desafiando eles a provarem que eles tinham alguma razão de taxar o Brasil porque são deficitários conosco", disse Lula durante evento no Palácio do Planalto, lembrando que há décadas os EUA acumulam superávit com o Brasil.

Mas analistas apontam que a questão vai muito além da balança comercial. Em um momento em que os Estados Unidos buscam rever acordos multilaterais, combater o avanço da influência chinesa e se impor economicamente de forma mais agressiva, especialistas salientam que o Brasil não deveria encarar as tarifas somente como uma discussão puramente técnica. Haveria mais em jogo.

Reino Unido, Japão e a União Europeia assinaram acordos bilaterais com os Estados Unidos nos últimos meses, por exemplo.

Eles fizeram concessões importantes em troca de mais estabilidade na relação comercial com os americanos, mas ainda enfrentam incertezas, como o anúncio recente de tarifas sobre combate ao trabalho forçado.

Já o Canadá, que assinou um amplo acordo comercial com os EUA de Trump em 2025, também foi alvo neste mês de um novo tarifaço por parte da Casa Branca, levando os canadenses a acusarem Washington de violar o tratado.

Ainda assim, o premiê do Canadá, Mark Carney, disse que pretende "intensificar" as negociações comerciais com Trump.


📰 Fonte: g1.globo.com

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