O caso da Ferrari de R$ 4 milhões trocada por relógio falso e cheques sem fundo

O caso da Ferrari de R$ 4 milhões trocada por relógio falso e cheques sem fundo
O caso da Ferrari de R$ 4 milhões trocada por relógio falso e cheques sem fundo

Vítima relatou que negociação foi feita com intermediário, que já confessou à polícia que sabia do golpe, mas alegou dificuldades financeiras para participar da farsa

O mercado de supercarros de luxo no Brasil foi sacudido por um golpe cinematográfico digno de roteiro de Hollywood. Leonardo Rodrigues, empresário e colecionador do interior de São Paulo, denuncia ter sido vítima de estelionato ao negociar, por R$ 4 milhões, o único modelo da Ferrari SF90 Stradale Assetto Fiorano no Brasil.

De acordo com fontes ligadas à investigação, a negociação se arrastou por duas semanas. O criminoso demonstrou profundo conhecimento sobre automobilismo e deu a entender que tinha pressa em fechar o negócio, alegando que o veículo seria um “presente de aniversário para si mesmo”.

Confiando na aparente idoneidade do comprador, a vítima assinou o Documento Único de Transferência (DUT) e permitiu que a Ferrari fosse levada por um guincho particular.

O colecionador informou que recebeu três cheques no valor de R$ 600 mil cada e um relógio de luxo, da marca Richard Mille, normalmente avaliado em R$ 2,5 milhões. Porém, logo descobriu que os cheques não tinham fundo e, ao mandar avaliar o relógio, foi informado de que o objeto não passava de uma réplica sofisticada, cujo valor atingia cerca de R$ 2 mil.

Leonardo Rodrigues contou, ainda, que a negociação foi feita com um intermediário de nome Carlos Eduardo Barbosa, em nome da empresa de Boris Maciel Padilha.

“O DEIC já investiga inquéritos dele, até por agiotagem. Carlos foi quem contactou meu cliente para a compra da Ferrari. Pedimos a devolução do veículo e que os responsáveis sejam processados criminalmente e civilmente. Em um primeiro momento, o Ministério Público havia determinado que a posse do carro ficasse com meu cliente, mas horas depois mudou de ideia sem fundamentar os motivos. Hoje é o estelionatário que está com o carro e usando-o, desrespeitando a determinação de conservá-lo. Além disso, graças à Justiça que o impediu de ser transferido, Boris tentou vendê-lo, mas não conseguiu”, destacou Clóvis Ferreira de Araújo, advogado de Leonardo, em entrevista ao UOL.

O intermediário, inclusive, já confessou, em depoimento à polícia, que tinha conhecimento do golpe, mas alegou dificuldades financeiras para participar da farsa. A defesa de Boris, por sua vez, negou as irregularidades.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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