Imagine um dia comum de verão em que, do nada, o céu escurece por completo durante minutos, as estrelas aparecem no meio da tarde e a temperatura despenca em segundos. Essa cena vai acontecer de verdade em 2027, quando o eclipse solar total mais longo do século cruzar o planeta.
Marcado para 2 de agosto de 2027, o eclipse solar total de 2027 vai proporcionar até 6 minutos e 23 segundos de escuridão completa em uma faixa estreita do planeta. É o maior período de totalidade em terra firme já registrado neste século.
O motivo é a posição da Lua no momento do fenômeno, próxima do perigeu, ponto em que ela fica mais perto da Terra. Isso aumenta o disco lunar no céu e prolonga a sombra sobre a superfície terrestre.
Minutos antes da totalidade, a luz do dia começa a diminuir aos poucos, as sombras ficam mais nítidas e a temperatura cai alguns graus. Animais que seguem o ciclo do dia passam a agir como se fosse o entardecer.
Para boa parte de quem estiver na faixa de totalidade, essa será a única chance da vida de presenciar algo assim. Como o próximo eclipse solar com essa duração só está previsto para 2114, a geração atual é a única que vai testemunhar esse fenômeno.
Segundos antes da escuridão completa, surgem as Pérolas de Baily, pontos de luz que escapam pelos vales da superfície lunar, seguidos pelo Anel de Diamante, quando um último ponto de brilho resiste por um instante.
O que aparece nos minutos de escuridão total
Com o disco solar totalmente coberto, a corona solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, fica visível a olho nu, formando um halo pálido ao redor da Lua.
📰 Fonte: catracalivre.com.br
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