O peixe-boi-da-amazônia chama atenção porque sobrevive em rios que mudam profundamente entre cheia e seca. Quando a comida diminui, esse mamífero aquático reduz gastos corporais e depende de gordura acumulada, uma adaptação rara na Amazônia brasileira.
A notoriedade vem da relação direta entre o corpo do animal e o pulso dos rios amazônicos. Nas cheias, ele encontra vegetação abundante em florestas inundadas e prados, acumulando energia para enfrentar a seca prolongada dos rios.
Quando a água baixa, algumas populações ficam restritas às partes profundas de grandes lagos. Nessa fase, acredita-se que possam jejuar por até sete meses, usando reservas de gordura e uma taxa metabólica muito reduzida em águas profundas.
Essa estratégia depende de fatores combinados:
O peixe-boi-da-amazônia é herbívoro não ruminante e se alimenta de gramíneas predominantemente aquáticas, especialmente emergentes. Também consome macrófitas, como alface-d’água e jacintos-de-água, além de frutos de palmeira que caem na água durante as cheias amazônicas anuais.
A quantidade vegetal ingerida pode corresponder a cerca de 8% do peso corporal por dia, com parte importante transformada em energia. Essa rotina muda quando a disponibilidade de alimento cai e a dieta se torna mais diversa.
O animal vive quase inteiramente submerso, mas sobe para respirar com frequência, projetando apenas as narinas acima da superfície. Como tem o menor grau de deflexão rostral entre sirênios, alimenta-se com eficiência perto da superfície da água.
Durante a seca, algumas populações permanecem em partes profundas de lagos, com pouca ou nenhuma comida disponível.
📰 Fonte: catracalivre.com.br
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