
Clima de incerteza e avanço lento das tropas na Ucrânia acendem o alerta para uma nova mobilização militar em larga escala no país
Os russos vão às urnas neste fim de semana para eleger a nova Duma Estatal (câmara baixa do parlamento) em um pleito de três dias. E a expectativa é que o partido Rússia Unida, de Vladimir Putin, mantenha o domínio que exerce há 23 anos.
Esta é a primeira eleição parlamentar desde a invasão em grande escala da Ucrânia em 2022 e o pleito ocorre em um cenário de crescente tensão interna, com ataques de drones ucranianos atingindo refinarias e polos logísticos russos, além de pesquisas apontarem para a ansiedade da população quanto aos rumos do conflito.
A campanha eleitoral foi notavelmente apática. Debates televisivos ocorreram em estúdios vazios e o partido governista recorreu a vídeos de baixo orçamento gerados por inteligência artificial, evitando qualquer discussão sobre a guerra, conforme registra o The Guardian.
Em pronunciamento, Vladimir Putin vinculou a participação eleitoral ao esforço de guerra, classificando o voto como uma demonstração de unidade nacional e apoio aos soldados no front. No entanto, para muitos russos, a maior relevância da eleição não está no resultado de domingo, mas no que virá a seguir.
Com o avanço lento e custoso das tropas na Ucrânia, espalham-se rumores de que, uma vez instalada uma nova Duma, o Kremlin terá caminho livre para aprovar medidas impopulares. O principal temor é o anúncio de uma nova mobilização militar em larga escala.
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📰 Fonte: revistaforum.com.br
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