
Grupo usava declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas para obter aposentadorias rurais, salários-maternidade e empréstimos consignados
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (9), a Operação Monã nas cidades de Eunápolis e Porto Seguro, no sul da Bahia, cumprindo onze mandados de busca e apreensão contra um grupo suspeito de fraudar benefícios destinados a indígenas.
Segundo a PF, os investigados forjavam declarações de pertencimento a comunidades indígenas para acessar aposentadorias rurais, salários-maternidade e empréstimos consignados, acumulando um prejuízo estimado em mais de R$ 100 milhões aos cofres públicos.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos simultaneamente, numa operação voltada a desarticular um grupo organizado que explorava políticas de proteção social destinadas a povos originários.
O objetivo central da Operação Monã era interromper o funcionamento de um esquema que se valia de documentos forjados para simular vínculos com comunidades indígenas. A estratégia permitia ao grupo acessar benefícios previdenciários aos quais os envolvidos não teriam direito, desviando recursos que deveriam chegar a populações historicamente marginalizadas e com acesso restrito a serviços do Estado.
De acordo com a PF, os investigados fraudavam documentos para obter aposentadorias rurais e salários-maternidade, além de outros benefícios previdenciários.
A mecânica central do esquema era a produção de declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas, instrumento que abria caminho para o acesso indevido ao sistema de proteção social.
O grupo também é suspeito de usar os benefícios obtidos fraudulentamente como base para a contratação de empréstimos consignados, ampliando o alcance financeiro da operação criminosa.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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