Parecer do TCU afasta irregularidades na renovação de terminal em Santos

Parecer do TCU afasta irregularidades na renovação de terminal em Santos
Parecer do TCU afasta irregularidades na renovação de terminal em Santos

Parecer do TCU (Tribunal de Contas da União) concluiu que não há, neste momento, elementos novos capazes de justificar a suspensão da renovação antecipada do contrato da BTP (Brasil Terminal Portuário) no Porto de Santos (SP).

A análise, feita pela AudPortoFerrovia (Unidade de Auditoria Especializada em Infraestrutura Portuária e Ferroviária, foi originada de uma representação apresentada pelo Ministério Público junto ao tribunal, que apontou possíveis irregularidades no processo, incluindo indícios de sobrepreço nos investimentos e falta de uma verificação independente dos custos da terceira fase do projeto.

Porém, segundo documento da unidade técnica, ao qual a CNN teve acesso, os questionamentos levantados pelo Ministério Público não são novos.

A análise sobre a razoabilidade dos investimentos e dos custos já fez parte da fiscalização realizada pelo próprio TCU no processo que resultou na autorização da prorrogação antecipada do contrato.

O pedido da BTP foi validado em 2023 pelo TCU e prevê a extensão do arrendamento até 2047 - inicialmente o prazo do contrato seria 2027.

Na ocasião, a Corte de Contas chegou a determinar que a Antaq realizasse uma análise de custos mais rigorosa, a fim de garantir segurança ao projeto. Durante a análise da renovação, o tribunal reconheceu que houve problemas na avaliação dos investimentos.

Cumprindo a determinação do TCU, a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) identificou inicialmente indícios de sobrepreço em diferentes itens do plano de investimentos e chegou a propor a redução do Capex de cerca de R$ 1,39 bilhão para R$ 926 milhões. Porém, após novas cotações apresentadas pela BTP, o valor foi elevado para R$ 1,54 bilhão.

Apesar das ressalvas, o TCU decidiu não interromper a renovação. A justificativa foi um juízo de proporcionalidade entre os riscos identificados e a necessidade de ampliar a capacidade do Porto de Santos, que opera próximo ao limite há alguns anos.


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

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