
Em reviravolta nos bastidores, ex-prefeito de Belo Horizonte vira o "plano A" do PT na reta final das convenções
O PT entra na reta final do período que antecipa as convenções partidárias sem candidato definido ao governo de Minas Gerais, mas com uma novidade que agitou os bastidores da legenda. O nome do deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias passou a liderar as articulações internas e reacendeu a esperança de unificação do partido em torno de uma candidatura ao Palácio Tiradentes.
A movimentação foi relatada pelo jornal O Tempo. Segundo interlocutores do PT, Patrus vê com bons olhos a possibilidade de disputar o governo, mas condiciona a decisão final a uma conversa direta com o presidente Lula.
“O deputado entende que qualquer desdobramento dessa articulação deve ser discutido diretamente com o presidente Lula, o que, até o momento, ainda não ocorreu”, disse a assessoria do parlamentar ao jornal mineiro.
A mesma condição de Patrus havia sido apresentada pela ex-prefeita de Contagem Marília Campos quando foi consultada sobre sua possível candidatura ao governo. A conversa com Lula nunca ocorreu de forma presencial e ela seguiu para a disputa ao Senado, sua pretensão original.
Antes disso, a ideia do presidente era convencer o senador Rodrigo Pacheco, considerado o “plano A” para liderar uma frente ampla em Minas, mas, após muita hesitação, o parlamentar anunciou sua saída da política.
A virada no cenário aconteceu em poucos dias. No sábado (4), Patrus havia lançado publicamente sua pré-candidatura à reeleição como deputado federal e afirmado que não pretendia disputar o governo. Ele era, inclusive, um dos defensores no PT da candidatura da ex-reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, que havia intensificado contatos com a imprensa e articulações políticas para viabilizar sua entrada na disputa.
Na terça-feira (7), entretanto, o nome de Patrus começou a circular entre lideranças petistas. A direção nacional da sigla o procurou na noite de quinta-feira (9), por meio do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e do ex-ministro Gilberto Carvalho, para saber se aceitaria a missão. A resposta positiva o colocou no centro das negociações e reduziu o espaço de Sandra na disputa interna.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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