'PCC e CV não são facções: são terroristas armados', afirma Tarcísio após decisão dos EUA

'PCC e CV não são facções: são terroristas armados', afirma Tarcísio após decisão dos EUA
'PCC e CV não são facções: são terroristas armados', afirma Tarcísio após decisão dos EUA

PCC é mapeado em 28 países e expande tráfico de drogas e armas

Após o Departamento de Estado dos Estados Unidos classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) elogiou a medida nas redes sociais, atribuindo ao senador Flávio Bolsonaro (PL) a articulação com a Casa Branca.

Flávio Bolsonaro se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nesta quarta-feira (27). Segundo o parlamentar, Rubio se mostrou favorável à classificação das facções brasileiras como organizações terroristas.

Postagem de governador Tarcísio de Freitas — Foto: Reprodução/Instagram

Ao anunciar a medida, os EUA afirmaram que CV e PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e disseram que os grupos “comandam milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.

Em nota, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) afirmou que a medida é uma decisão soberana do governo norte-americano e diz respeito à forma como os EUA pretendem lidar, dentro de seus próprios parâmetros jurídicos e legais, com os impactos transnacionais das organizações criminosas.

Apesar disso, lamentou que um tema com “implicações profundas” para a soberania e autonomia do Brasil, além de possíveis efeitos sobre a economia, o sistema financeiro e mecanismos de cooperação regional e internacional, tenha sido “capturado pela disputa eleitoral”.

Ainda segundo o Fórum, a medida vem sendo incentivada como solução para um problema “bem mais complexo”, sem considerar os riscos de iniciativas unilaterais de outros países para uma economia do porte da brasileira.


📰 Fonte: g1.globo.com

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